Ela
o viu na academia. Até que era bonitinho, gostoso com aquela barba e músculos
fortes. Abaixou os pesos e o olhou, e por um breve segundo seus olhos se
encontraram. Lola sentiu um frio na barriga e pensou que era princípio de
caganeira. Merda. Era o que ela precisava por para fora.
Ele
sorriu, ela sorriu.
Porra,
ele é gostoso.
Ela
ergueu os braços para fazer uma elevação lateral. Ele desviou os olhos. Ela
baixou a cabeça.
Grande
porra. Esqueci de raspar.
LOLA E SEUS PELOS 2
teste
12:30:00
Coração frio, mais do que
o normal. Era uma descoberta e tanto, até porque no fim tudo terminaria do
mesmo jeito. Ele caminhou a passos lentos, deslizava sobre as pedras com seus músculos contraídos. De que
adiantara tudo aquilo? Nada havia sobrado além do sentimento abestalhado e da sensação inesperada de ansiedade. Levantou a cabeça devagar, ao longe sua cabeça gritava no fronte enquanto no horizonte jazia
um último vestígio do sol. Faltava pouco agora. Seu pensamento corria de forma
lenta, seu desejo era insuportável. Mas aquilo ali tinha que ser feito. Caminhou
mais rápido, agora o ar começara a ficar gélido e silencioso, trepidando por dentro. Seria coisa de
sua cabeça, produzida pela culpa que carregava? Não perdeu muito tempo nesse
limbo. Continuava caminhando, as palmas das enormes mãos suavam. Por que parecia
tão complicado? Chegara. Respiração tensa. Abaixou-se, retirou a tábua e seus
olhos se estreitaram enquanto seu coração apertava. Sim. Ali estava. Tremendo
ergueu a tampa, retirando da caixa um coração ensanguentado.
Sangrar
teste
12:30:00
Ela tinha quatro pernas, sua
cabeça era quadrada, lisa. No centro, desprendido do comum e insano, existia um
orifício largo, repleto de pedaços afiados de lascas do que pareciam ser dentes
e de onde emanava um leve fedor de dejetos alimentares, fundidos com a saliva
gosmenta e pegajosa.
Além das suas já
incompreensíveis quatro pernas, duas abrigavam seus globos oculares cavernosos
e piscantes, enquanto das outras restantes uma possuía o orifício anal e a
outra seu umbigo, por onde, aparentemente, seria seu órgão reprodutor.
Seu nome era Fidélia.
FIDÉLIA
teste
11:42:00
ela
Chovia estrondosamente. Raios brancos cortavam o negro do céu e caiam na terra como latões em queda. O vento chacoalhava a janela e algumas gotas respingavam em cima da escrivaninha por entre as frestas. Lilian apertou os olhos antes de acordar entremeio a dois trovões que louvavam a natureza. Coçou seu olho esquerdo, respirou profundamente até que sua mente encontrasse com o presente. Deu um salto, foi até a janela e terminou de fecha-la em um estrondo misturado com o cair da chuva.
ELA
teste
17:43:00