Desaparecida?


Olá, meus queridos!

Sobre minha rotina




Cinzas Internas



Mais ou menos no meio da tarde, o céu escureceu, núvens escuras preencheram o azul  e apagaram os restos da luz que ainda existia dentro da casa. Era inacreditável como o mundo podia refletir minha dor, frustrações e humor. Era eu?

Sobre minha rotina




EM MINHAS MÃOS!



LOLA E SEUS PELOS 2


Ela o viu na academia. Até que era bonitinho, gostoso com aquela barba e músculos fortes. Abaixou os pesos e o olhou, e por um breve segundo seus olhos se encontraram. Lola sentiu um frio na barriga e pensou que era princípio de caganeira. Merda. Era o que ela precisava por para fora.
Ele sorriu, ela sorriu.
Porra, ele é gostoso.
Ela ergueu os braços para fazer uma elevação lateral. Ele desviou os olhos. Ela baixou a cabeça.

Grande porra. Esqueci de raspar.

Lá fora.



Houve um tempo que, da sacada do meu olhar, eu podia observar o correr da minha vida paralelamente a vontade de não fazer nada. Diziam que apenas observar a vida passando garantiria um aprendizado suficiente e equivalente a viver. Por um bom tempo acreditei nessas palavras e me sentei, a distância, mas não tão longe, e observei estasiada as coisas magníficas a minha frente. Da janela, não mais que profundamente vazia, meus olhos conseguiam se abster da vontade de viver, entretanto chegou o dia que, cansada de ficar parada, eu pude sentir outros correrem e sorrirem para mim, dando-me sinal com a mão, chamando-me para fora daquilo que me parecia assim, tão confortável, tão bom, quieto, indolor. Sei que levou algum tempo, tempo talvez longo de mais, mas um dia eu consegui, joguei-me para fora do meu eu, lancei-me da janela dos meu olhos, e voei entre a sacada e o chão. O tombo com certeza me doeu, mas depois de um tempo a dor nem incomodava mais, havia um mundo esplendido a minha frente, eu só precisava sair.
Mirian Kardoso

Minha rotina


"Na parede do meu quarto'

Usei eu e minha amiga como modelos!

Eu:


Sangrar

Coração frio, mais do que o normal. Era uma descoberta e tanto, até porque no fim tudo terminaria do mesmo jeito. Ele caminhou a passos lentos, deslizava sobre as pedras com seus músculos contraídos. De que adiantara tudo aquilo? Nada havia sobrado além do sentimento abestalhado e da sensação inesperada de ansiedade. Levantou a cabeça devagar, ao longe sua cabeça gritava no fronte enquanto no horizonte jazia um último vestígio do sol. Faltava pouco agora. Seu pensamento corria de forma lenta, seu desejo era insuportável. Mas aquilo ali tinha que ser feito. Caminhou mais rápido, agora o ar começara a ficar gélido e silencioso, trepidando por dentro. Seria coisa de sua cabeça, produzida pela culpa que carregava? Não perdeu muito tempo nesse limbo. Continuava caminhando, as palmas das enormes mãos suavam. Por que parecia tão complicado? Chegara. Respiração tensa. Abaixou-se, retirou a tábua e seus olhos se estreitaram enquanto seu coração apertava. Sim. Ali estava. Tremendo ergueu a tampa, retirando da caixa um coração ensanguentado. 

Sobre o amor.




Vivem me perguntando o que acho do amor, e o porquê de outras coisas, entre elas por eu nunca aparecer nas redes com ‘namorado’. Creio que posso definir da seguinte forma: Ficaria feliz em gastar meu tempo em companhia do outro com programas ao ar livre, viagens juntinhos, abraços apertados, visitas a parques e praças sem posar para fotos que irão no mesmo instante estampar as redes sociais e sem se preocupar em quantas pessoas curtiram. Acredito em relacionamentos que vão além da babaquice das redes sociais: que vão ao cinema, fogem do mundo nas horas vagas e preservam, tanto a si quanto ao outro e a felicidade que vivem, dos olhares maléficos jorrados por muitas pessoas nas redes. Confio no amor baixinho, desses sussurrados ao pé do ouvido, com pequenos manifestos ao sentimentos de afeto e fuga do digital. Que formem lembranças memoráveis para o futuro. Não, eu não estou sendo romântica, só realista. Pra mim, esse amor é suficiente, até porque, como dizem essas frases de facebook: tudo que é mantido longe dos holofotes dura mais e é mais gostoso. Mas enquanto isso não acontece, eu como chocolate. Beijos.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DA LOLA?


(Refrão): Você já ouviu falar da Lola? Perguntou um rapaz de vinte para outro de 24. Não, quem é? Ela é aquela mulher de vinte e cinco, doutora em artes cênicas, professora da Universidade Tal. Ah, sei. Ela é gostosa. Peitões, hein? Pois é. É.